Perca o medo da cirurgia e tenha os seios que sempre sonhou

Neste post vou contar para vocês todo meu processo de decisão para fazer minha cirurgia. Desde a ideia, a escolha do médico, exames, minhas paranoias, cintas, decisão pelo hospital certo, enfim tudo que vocês precisam saber, principalmente se forem medrosas como eu. A ideia é encorajá-las com a minha experiência e a conclusão de que vencer o medo vale a pena! 

Passei minha infância sendo uma criança grande, era sempre a última ou penúltima da fila no colégio, fiquei menstruada com 10 anos e a partir daí, também já comecei a usar sutiã. O que para uma menina nessa idade era extremamente incômodo e motivo de vergonha. E os seios cresciam a cada ano, minha postura ia ficando cada vez pior porque queria disfarçar aquele peitão e automaticamente ia encolhendo os ombros. Parei no tamanho 44 – 46, cheguei a pensar em fazer redução por causa do peso e da coluna! Então, se há 30 anos atrás você me perguntasse se um dia eu iria colocar uma prótese de silicone no peito, eu provavelmente iria te xingar (risos).

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Quando fiquei grávida da minha primeira filha eu tinha 26 anos e, nos primeiros meses meu peito cresceu mais que a barriga. Acho que ela demorou uns 6 meses para passar a frente do peito, ou seja, quando a Bia nasceu, pasmem, eu usava sutiã número 50 e 27,5 kgs a mais na balança!! Mas com muita dieta e treino pesado, depois de 1 ano eu já estava de volta ao meu peso ideal e logo voltei para o sutiã 46 de novo. Mas conforme os anos foram passando, 3 gestações, fui emagrecendo, perdendo gordura, envelhecendo e nessa história do 46 para 0 50, do 50 para o 46 de novo e, finalmente hoje uso sutiã tamanho 42, já dá para vocês imaginarem a situação.

O pior era quando tinha que colocar biquini, porque a pele que sobrava enrugava e eu tinha que ficar sempre arrumando para disfarçar. Era péssimo!! Minhas amigas antigas não acreditavam, perguntavam pra onde tinha ido toda aquela peitarada (risos) e as amigas novas olhavam com dó porque falavam que eu estava com o corpo perfeito, só faltava arrumar os peitos murchos. E tinham razão.

passado perri

Aí quando meu filho mais novo estava com uns 2 anos, eu com percentual de gordura 9%, decidi que iria pegar alguma indicação de cirurgião plástico e resolver logo essa porcaria. Mas quem disse que seria assim tão fácil? Passei 5 anos buscando um profissional que me desse segurança, sabe aquele negócio de você pensar, é esse? Então, não sentia! Gostava de todos e, olha que fui em muitos, mas nenhuma me convencia ir para mesa de cirurgia com eles. E para conspirar contra, em casa tinha meu marido me atormentando. Falava que eu não precisava, que eu ia morrer, ele ia ficar viúvo com 3 crianças e óbvio que só piorava mais ainda a minha decisão. Cheguei a desistir, fiquei uns meses sem pensar mais nisso, aí o sol aparecia e eu ia colocar o biquinão lindo, mas lá estavam eles. Não olhavam para o chão, mas também não tinham gordura para preenchê-los 100%.

praia

Um dia estava fazendo meu alongamento de cílios com a Fatima Rocha, uma amiga, super profissional e me falou da cirurgiã plástica que ela  já trabalhava há 9 anos só cuidando das pacientes dessa médica no pós operatório. Já estava animada de novo, então lá fui eu na consulta, mas no fundo sem muita esperança! Fui de mente aberta. E gostei, mas não foi um gostei como os outros profissionais que já tinha ido, foi diferente! Senti segurança nas explicações dela. Voltei mais umas 2x, numa delas com meu marido e ele que era totalmente contra, também gostou. Pronto, era ela!

Fui fazer os exames, tudo ok. Como já que iria tomar uma anestesia forte, mostrei tudo que me incomodava e decidimos fazer além da mastopexia com prótese de mama, uma lipoescultura na região das coxas (interno de joelhos e interno de coxa próximo a virilha), culotes e braços (tríceps). A gordura retirada do interno de joelhos foi enxertada na face e o restante na parte superior do glúteo, não para dar volume mas para melhorar o aspecto da pele. A Dra Ana Carolina me explicou que estimula a produção de colágeno, melhorando o aspecto da pele no local enxertado.

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Beleza, bora marcar a data da cirurgia. Passaram uns dias e bateu a insegurança, aquele medo tudo de novo. Pensei – Ai Meu Deus me manda um sinal! E na semana da cirurgia, peguei uma gripe tão forte que não conseguia sair da cama. Pronto, coincidência ou não, tive que desmarcar. Mas a data era exatamente o tempo certo pra minha recuperação e a doutora sair de licença, porque ela estava no fim da gestação e não estaria mais no consultório nos próximos meses para me acompanhar no pós cirúrgico.

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Ok, nadei e morri na praia. Desencanei outra vez, pronto não era pra ser, melhor me acostumar co esse peito murcho mesmo e pronto. Não mesmo! Deixei passar o verão, férias, viajei com o marido, ainda fui em outros médicos pra ter certeza, desnecessário, era ela e aquela era a hora certa. Voltei ao consultório, fiz os exames tudo de novo e descobrimos uma hérnia, algumas pessoas ainda falaram que era um sinal de novo, para eu não fazer! Nada mais iria me impedir, fui liberada na terça e a cirurgia estava marcada pra a sexta!

Só na terça caiu a ficha, aí comecei a correr pra deixar tudo ok porque não sabia como seria minha recuperação. Achei que a cinta e sutiã pós cirúrgico seriam bem fáceis achar, me enganei. As mais comuns e marcas mais conhecidas, eu odiei. O tecido era duro, nada confortável. Ficava imaginando eu cheia de dores colocando aquelas cintas macacão até o pé e mangas cumpridas, nem pensar! Fiquei maluca, horas na frente do computador e sem querer achei a Compress, que desenvolve peças para vitimas de queimaduras graves e tem uma linha para o pós de cirurgias estéticas.

 

cintafrente e verso

A marca desenvolve produtos destinados ao tratamento e prevenção de cicatrizes hipertróficas. Além da linha de malhas compressivas, eles também tem a linha O’GEL que é específica para prevenção de cicatrizes durante sua fase de remodelamento da pele, possui atividade emoliente e umectante, que ajuda a manter a pele macia e hidratada, auxiliando na inibição da hipertrofia cicatricial. E ainda era a loja física era perto de casa. Foi a melhor coisa que fiz, as malhas compressivas ajudaram muito na minha recuperação, consegui até ficar quase 1 semana tomando o famoso banho de gato (risos).

A escolha do hospital também é uma decisão importante. Cada médico tem seus critérios e preferências, lembro que na época da minha busca, alguns preferiam hospital geral, outros hospitais especializados em cirurgias plásticas e tem também a questão financeira, porque os valores de cada um variam muito. Alguns chegam a aumentar quase que o dobro no valor total do procedimento. Então, aí é uma questão de conversar com seu médico e decidirem juntos. A Dra. Ana sugeriu o Saint Peter aí fui pesquisar e o custo benefício realmente valia a pena. Porque os planos de saúde não cobrem cirurgias estéticas, apenas em casos específicos com laudo médico para aprovação. Ela me explicou que hospitais de cirurgia geral como Sírio Libanês, Albert Einstein, São Luiz são para pacientes com riscos, cirurgias mais complexas. Hoje os hospitais como o Saint Peter atendem super bem a esse tipo de cirurgia.

S. Peter

Uma outra escolha e, talvez a mais importante delas, depois da escolha do profissional é o tamanho da prótese mamária. É ela que vai definir o resultado e pelo que ouço demais por aí, a mulherada nunca fica satisfeita com suas escolhas, sempre acham que deveriam ter escolhido maior. Sabendo disso, já expliquei o resultado que eu queria, e aí era a doutora que ia decidir o tamanho, pra mim o que importava era preencher o bojo do meu sutiã tamanho 42, pra isso achamos melhor a prótese de 255 ml, porém, ela levaria outros tamanhos para ter certeza na hora.

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Me internei na sexta dia 12 de maio às 11hs da manhã, no Hospital Saint Peter, aqui em São Paulo, acompanhada do meu marido. É importante ficar ligada porque além dos honorários médicos da doutora e da equipe dela, o hospital é pago diretamente no local e eles tem suas exigências e normas para cobrança. Cada tipo de procedimento tem valor diferente, no meu caso, eles ofereceram um pacote com tudo que a equipe precisava para fazer a mastopexia e a lipoescultura. Depois de preencher toda papelada burocrática fui levada a meu quarto, onde deixei minhas coisas (levei apenas uma troca de roupa mais larga), respondi ainda algumas perguntas para enfermeira e entreguei todos os exames solicitados na mão dela, coloquei o avental e primeiro chegou a Dani, anestesista da equipe e, na sequência a Dra. Ana Carolina. Conversamos brevemente, a anestesista subiu para o centro cirúrgico, enquanto a doutora ficou para marcar de caneta as partes do meu corpo que ela iria lipar.

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Nos despedimos e a enfermeira já veio pegar minha veia para o soro e um remédio para eu tomar (sedativo), lembro de subir na maca, entrar no elevador e tchau. A anestesia foi peridural com sedação. A prótese foi mesmo a de 255ml perfil super alto, o total de gordura retirada na lipoaspiração foi de 1 litro, sendo 700 ml só do braço (tríceps – região do tchau) e com isso ela pode fazer os enxertos de gordura com a técnica de lipoescultura.

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Só acordei no quarto com as enfermeiras me colocando na cama e minha mãe me olhando! A cinta e sutiã pós operatórios são colocados pela equipe no centro cirúrgico e estes só pude trocar depois e 4 dias, quando fui na clinica para a doutora me ver e fazer a 1a drenagem. Daquela noite só lembro disso, de ter sentido dor só no peito esquerdo e de ter tomado uma sopa que amei, mas também já estava quase 24 horas sem comer, nem sei se era tão boa assim ou era a fome mesmo (risos). Fiquei na cirurgia com a meia anti trombose e botas pneumáticas bombando nas minhas pernas para o sangue circular. Acordei na manhã seguinte e fui andar no corredor para ativar ainda mais a circulação, brinquei que fiz 10 chegadas de ponta a ponta. Tive alta depois do almoço, nesta hora já havia mudado de opinião sobre a comida, achei que o café da manhã e almoço deixaram muito a desejar.

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Bom, em casa a história é outra. A cama não é elétrica e muito menos tem regulagens, a minha ainda é bem alta e mesmo com ajuda era complicado pra eu deitar e levantar sem ter que me apoiar com os braços ou as mãos. Nos primeiros dias o corpo fica dolorido, não podia tirar a cinta, sutiã e nem a meia anti trombose, ou seja, 4 dias sem banho. Então, antes de ir para o hospital, trate de tomar aquele banho maravilhoso da cabeça aos pés, porque o cabelo, por exemplo, sozinha, só depois e 30 dias. Outra coisa, se você tem Síndrome de Mulher Maravilha como eu, já pode parar. Uma das piores partes foi ter que ficar mais resguardada, sem poder fazer atividades físicas, a não ser caminhadas leves. Ter que pedir ajuda pra tudo, isso é um saco porque cada um tem seu tempo e eu não sou de esperar, foi teste de paciência! Ficar os primeiros 10 dias sem mexer os braços, aff eu esquecia toda hora. Enfim, sobrevivi (risos)

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Exigências médicas para um pós cirúrgico de sucesso –

– Curativo com micropore durante três semanas, feitos na clínica sob a supervisão dela.

– Usar o sutiã pós cirúrgico específico para esta cirurgia durante três semanas (dia e a noite).

– Na 3ª semana, é substituído o micropore por fita e/ou gel de silicone para garantia da qualidade da cicatriz, variando por um período de três a doze meses, isso depende do processo de cicatrização de cada paciente (foi aí que comecei usar a linha O’GEL da Compress).

– Evitar atividades pesadas, como a prática de exercícios físicos, por três ou quatro semanas após o procedimento. Eu voltei a treinar, apenas membros inferiores, 15 dias após a cirurgia e com 30 dias a doutora liberou tudo.

– A paciente poderá voltar a dirigir em aproximadamente duas semanas, ou conforme avaliação médica.

– Creme para os roxos

No meu pacote com a Dra Ana tinham 12 sessões de drenagem linfática (2 x na semana) com a Fatima Rocha, na clinica, lá a doutora já me via, trocava meus curativos, avaliava o progresso da minha recuperação e ia me orientando o que devia ir fazendo em casa. A cirurgia plástica não é só uma cirurgia estética, ela exige todo um preparo pré e pós operatório que se feito corretamente da forma orientada pelo seu médico, com certeza o resultado terá o sucesso garantido.

Antes de escolher o cirurgião plastico(a) que irá te operar –

– Busque referências no site da Associação de Cirurgia Plástica

– Veja o resultado de outras pacientes que fizeram o mesmo que você quer fazer

– Consulte o CRM

– Preste atenção no seu feelling e use o bom senso. Menos é mais!

Fatima Rocha –

Instagram @fatimarochaestetica

Compress Brasil

Instagram @usecompress

 

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BY Pati Perri